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Como diferenciar o Marcopolo Torino GV e 1999 do Ciferal Turquesa

30, maio, 2010

Equipe Ônibus Brasil

Em 1999 a Ciferal lançou no mercado o modelo Turquesa. Quando se viu pela primeira vez algo familiar e estranho aconteceu. O modelo tinha o “jeito” de Marcopolo, alma de Marcopolo e não o “jeito” de construção da tradicional encarroçadora do distrito de Xerém em Duque de Caxias-RJ.

Acontece que naqueles tempos a Marcopolo estava integrando a fábrica carioca ao grupo que iniciou a montagem de seus modelos urbanos em Xerém, como o Torino 1999 e o Viale. Esses modelos iniciais possuem a plaqueta azul da Ciferal.

Marcopolo Viale montado na fábrica Ciferal em Duque de Caxias-RJ.

Marcopolo Viale montado na fábrica Ciferal em Duque de Caxias-RJ

Para a Ciferal a Marcopolo tratou de montar um modelo baseado no Torino com algumas esclusividades e a marca, surge o então o Turquesa.

Como saber que é um Turquesa? As principais diferenças com o Torino são a frente e a traseira com desenho exclusivo.

Comparação entre as frentes do Turquesa, Torino GV e Torino 1999

Comparação entre as frentes do Turquesa, Torino GV e Torino 1999

Toda a parte de fibra dianteiro e traseiro do vidro para baixo é diferente: Espelho dos faróis, lanternas, grades. No traseiro a organização das lanternas é diferente, usando conjuntos redondos e não ovalados como no Torino 1999 ou então as lanternas de caminhão do GV.

Comparando a traseira do Turquesa, Torino GV e Torino 1999

Comparando a traseira do Turquesa, Torino GV e Torino 1999

Mesmo criado para encarroçar basicamente carros de motor dianteiro teve alguns carro de motor traseiro montados como o carro da Viação Metropolitana, que foi re-encarroçado com o Turquesa.

Turquesa sobre chassis OH-1621L da Mercedes-Benz. Veículo re-encarroçado, era um Urbanuss

Turquesa sobre chassis OH-1621L da Mercedes-Benz. Veículo re-encarroçado, era um Urbanuss

Créditos das fotos

Viale: Adrianno Sakamoto

Fotos da frente

Turquesa: Cibelle Linhares

Torino GV: Wagner Domingos Ivanesken

Torino 1999: Victor Hugo Guedes Pereira

Fotos de traseira

Turquesa: José Marcos Cabral Filho

Torino GV: Alex Santos

Torino 1999: José Marcos Cabral Filho

Turquesa OH-1621L: Wesley Araújo

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Diferenças entre os modelos Padron Cidade I e II da Ciferal

17, maio, 2010

Equipe Ônibus Brasil

O Padron Cidade foi a derradeira carroceria da Ciferal antes da encarroçadora aos poucos ser adiquirida pelo Grupo Marcopolo. Foi seu último modelo “puro sangue”.

Neste post vamos colocar algumas diferenças externas entre os modelos I e II para ajudar na hora de identificar.

O modelo I foi lançado lá pra 1997 no lugar do GLS Bus, aquela da frente ressaltada que muitos acham feio, mas que muitos motoristas gostavam por conta da boa área de visão. Basicamente foi alterado a frente do carro mantendo a traseira. Uma característica dessa geração é o chapéu, como o do modelo Padron Rio onde se concentra a caixa do letreiro.

O círculo indica a principal característica do Padron Cidade I, o "chapéu" onde ficava o letreiro.

O círculo indica a principal característica do Padron Cidade I, o "chapéu" onde ficava o letreiro.

A traseira do Padron Cidade I era o mesmo do GLS Bus.

A traseira do Padron Cidade I era o mesmo do GLS Bus.

Já o modelo II lançado em 1999 é mais modicado. Perde o chapéu, a frente ganha um novo desenho, ganha parachoques novos e a nova traseira passa a contar com um conjunto de lanternas redondas, 4 cada lado. Nos últimos modelos do II o molde da caixa de rodas é alterada e o interior recebe uma iluminação semelhante ao do Torino GV.

O modelo Padron Cidade II já não possui o chapéu, entre outras modificações como os parachoques diferentes.

O modelo Padron Cidade II já não possui o chapéu, entre outras modificações como os parachoques diferentes.

A traseira foi alterada para receber o conjunto de lanternas redondas, tendência que começava há 10 anos atrás.

A traseira foi alterada para receber o conjunto de lanternas redondas, tendência que começava há 10 anos atrás nos modelos urbanos.

Exceções

Como sempre há algum carro diferente houve o registro de um modelo Padron Cidade I sob chassis Mercedes-Benz OF-1417. Já possuia algumas características do modelo II como os parachoques e os bancos Urban 90.

Uma cooperativa de São Paulo chegou a modificar a frente de um Padron Cidade I adaptando a frente do modelo II. Como a frente era um pouco maior ficou um mini-chapéu.

Padron Cidade I com chassis OF-1417 da Mercedes-Benz. Era um protótipo híbrido dos modelos I e II.

Padron Cidade I com chassis OF-1417 da Mercedes-Benz. Era um protótipo híbrido dos modelos I e II.

Créditos das fotos

Padron Cidade I e II frente - César Castro

Padron Cidade I traseiro – Giba Bus

Padron Cidade II  traseiro – Bruno G. Taubert

Padron cidade I OF-1417 - Adrianno Sakamoto

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Identificando os chassis da Agrale

11, maio, 2010

Equipe Ônibus Brasil

A Agrale nos últimos anos aumentou sua participação no mercado de chassis para ônibus que iniciou com modelos para mini e microônibus na década de 80. Com o crescimento apareceram os modelos midi de 12 toneladas e chegaram na categoria de 15 toneladas.

Para quem coleciona fotos há ainda uma certa dificuldade em identificar os modelos externamente. Daremos algumas dicas reparando nos detalhes externos de cada um dentro das possibilidades de se indentificar.

Os modelos mais comuns, os de motorização dianteira

MA 7.5 - São os chassis mais antigos para miniônibus e micros. É possível identificar pelas rodas pequenas de 8 parafusos. Nos modelos Marcopolo Volare (os antigos e não os mais novos) ele é o Volare A6.

Roda com 8 parafusos do Agrale MA 7.5.

Roda com 8 parafusos do Agrale MA 7.5.

Caio Piccolino com chassis Agrale MA 7.5.

Caio Piccolino com chassis Agrale MA 7.5.

MA 7.9 – Já um pouco melhor que o MA 7.5 conta com rodas de 6 parafusos e é encarroçado em miniônibus e microônibus. Novamente nos Marcopolos Volare mais antigos ele é o Volare A8. São geralmente encontrados em modelos de porte pequeno.

Mascarello GranMini com chassis Agrale MA 7.9.

Mascarello GranMini com chassis Agrale MA 7.9.

MA 8.5 – Pode ser identificado da seguinte forma. O balanço dianteiro (distância entre a ponta do chassis e o eixo dianteiro) está entre o Mercedes-Benz LO e o Volkswagen 9.150. A ponta do eixo costuma ser achatado sem nenhuma marca, ou quando tem é o “A” da Agrale.

Diferenças dos balanços dianteiros dos micros Mercedes-Benz, Agrale MA 8.5 e Volkswagen.

Diferenças dos balanços dianteiros dos micros Marcopolo Senior com Mercedes-Benz LO, Agrale MA 8.5 e Volkswagen 9.150.

Uni Buss Athenas com chassis Agrale MA 8.5.

Uni Buss Athenas com chassis Agrale MA 8.5.

MA 9.2 – Mais semelhante ao Mercedes-Benz LO-915, com o balanço dianteiro bem curto e geralmente usa carrocerias de porte médio e alongados. Para não confundir com o modelo da Mercedes ele não conta com a tomada de ar no lado direito e as pontas dos eixos são como a do MA 8.5, achatados. Os da Mercedes possuem a marca da estrela de três pontas e seis pequenos parafusos por conta dos freios a disco.

Marcopolo Senior com chassis Agrale MA 9.2.

Marcopolo Senior com chassis Agrale MA 9.2.

Para comparar o mesmo modelo de carroceria com chassis Mercedes-Benz LO-915.

Para comparar o mesmo modelo de carroceria com chassis Mercedes-Benz LO-915.

MA 10.0 – Fácil de identificar ele geralmente equipa o Thunder Plus da Neobus (não o Thunder+, o “Plus” é aquele micro um pouco mais encorpado que conta com porta de entrada a frente do eixo dianteiro).

Thunder Plus da Neobus com Agrale MA 10.0.

Neobus Thunder Plus da Neobus com Agrale MA 10.0.

MA 12.0 - Um pouco mais crescidinho é o modelo próprio para os Midis. Para identificar não há mistério, as rodas contam com rodas de 8 parafusos. No lado do motorista há uma tomada de ar abaixo de sua janela. Podem ter tanto rodas pequenas ou grandes, mas sempre de 8 parafusos.

Mascarello GranMidi com chassis Agrale MA 12.0.

Mascarello GranMidi com chassis Agrale MA 12.0.

MA 15.0 – Modelo que concorre na categoria de 15 toneladas é muito semelhante ao Volkswagen 15.190, com porte médio e rodas de 10 parafusos. Como o MA 12.0 possuem tomada de ar no abaixo da janela do motorista. A ponta do eixo dianteiro possui o “A” marcado, para dar alguma exclusividade ao modelo.

Marcopolo Ideale 770 com chassis Agrale MA 15.0.

Marcopolo Ideale 770 com chassis Agrale MA 15.0.

Os modelos mais difíceis de ver, de motorização traseira

MT 12.0 SB e LE CA – Chassis de montagem tradicional com motorização traseira. Como no MA 12.o, seu colega de motor dianteiro, conta com rodas de 8 parafusos, tanto rodas pequenas e grandes. O modelo LE CA é a variante com rebaixamento de piso na frente. É o “raro” digamos mais comum.

Mascarello GranMidi com chassis MT 12.0 SB.

Mascarello GranMidi com chassis MT 12.0 SB.

Neobus Mega com chassis Agrale MA 12 LE CA.

Neobus Mega com chassis Agrale MT 12.0 LE CA.

MT 15.0 SB e LE – Mais difícil de ver o MT 15.0 é um lançamento mais recente, com rebaixamento no piso dianteiro. Como a versão dianteira MA15.0 conta com rodas de 10 parafusos.

Caio Apache Vip com chassis Agrale MT 15.0 SB.

Caio Apache Vip com chassis Agrale MT 15.0 SB.

Marcopolo GranViale com chassis MT 15.0 LE.

Marcopolo GranViale com chassis MT 15.0 LE.

Exceções

Como sempre existem exceções há alguns microônibus encarroçados em chassis de caminhão 1800. Outra exceção é o 1600 que equipa os furgões Itapemirim Clip.

Furgão Itapemirim Clip com chassis Agrale 1600.

Furgão Itapemirim Clip com chassis Agrale 1600.

Marcopolo Senior com chassis Agrale 1800.

Marcopolo Senior com chassis Agrale 1800.

Mesmo assim se as dúvidas persistirem na hora de preencher a ficha basta selecionarem Agrale>Agrale.

Créditos das fotos

Roda do MA 7.5 - Emerson Gomes Ferreira

Caio Piccolino MA 7.5 – Marco Antônio da Silva

Mascarello GranMini MA 7.9 - Paulo Gustavo

Montagem do Marcopolo Senior:

MBB LO – Aparecido Ferreira Costa

MA 8.5 – Marco Antônio da Silva

VW 9.150 – Marco Antônio da Silva

Uni Buss Athenas MA 8.5 – César Castro

Marcopolo Senior MA 9.2 - Victor Hugo Guedes Pereira

Marcopolo Senior LO-915 – Cássio Moutinho

Neobus Thunder Plus MA 10.0 - Leandro Souza

Mascarello GranMidi MA 12.0 - Fernando Nishimura de Aragão

Marcopolo Ideale 770 MA 15.0 - José Marcos Cabral Filho

Mascarelo GranMidi MT 12.0 SB - Diego Almeida

Neobus Mega MT 12.0 LE CA – Edivaldo Santos

Caio Apache Vip MT 15.0 SB - Divulgação CODESA

Marcopolo Gran Viale MT 15.0 LE – Eduardo Peixoto

Itapemirim Clip 1600 - Fernando Nishimura de Aragão

Senior 1800 - João Henrique Zöehler Lemos

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Uma ajudinha para diferenciar o Volvo B58 do B10M

25, abril, 2010

Equipe Ônibus Brasil

Uma pequena dica para diferenciar o Volvo B58 do B10M na hora de identificar o chassis nas fotos, em boa parte nas fotos de frente, é pelo volante. Geralmente eles se encontram inclinados nos B10M, com coluna de direção ajustável, e o B58 continua com o volante deitado e fixo.

Isso vale tanto para carros urbanos e rodoviários. Com rodas raiadas ou não.

Pelo volante é possível identificar boa parte dos carros.

Pelo volante é possível identificar boa parte dos carros.

Exceções

Como sempre há exceções achamos nos acervos o 1035 da Dallas que de vista parece ser um B10M, mas na verdade é um B58. Alguns carros possuem a coluna de direção trocado.

Outro detalhe que pode atrapalhar um pouco no B10M é ter o volante ajustado como no B58. Sorte que boa parte dos motoristas não gostam e usam o volante inclinado para fazer uma condução mais confortável.

Créditos

Fotos B10M e B58 – Adrianno Sakamoto

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Diferenciando os modelos de Campione L, X e Vision

21, abril, 2010

Equipe Ônibus Brasil

Há poucos dias houve a adição dos modelos L e X na lista de modelos de Campione. Para ajudar no preenchimento vamos dar algumas dicas de como diferenciar cada modelo.

A nova geração de rodoviários da Comil possui quatro alturas: 3.25, 3.45, 3.65 e o low driver 4.05HD.

Podemos diferenciar a altura vendo a caixa das rodas, a peça primeiramente é feita para ser encaixado no 3.25. Nos demais modelos, para compensar, é adicionado um chapeamento em cada caixa, a partir desse ponto podemos verificar a altura do 3.45 e do 3.65. No 4.05HD de tão grande a diferença há porta-pacotes generosos acima das rodas.

É possível identificar a altura pela chapa entre o friso e a caixa de rodas. No 4.05HD de tão grande possuem porta-pacotes.

É possível identificar a altura pela chapa entre o friso e a caixa de rodas. No 4.05HD de tão grande possuem porta-pacotes.

A principal diferença entre os modelos L e X são os parachoques dianteiro e traseiro. No modelo L eles são lisos, enquanto no modelo X possuem 3 grandes vincos, vincos estes que lhe renderam o apelido de caveirão.

Frentes da versão com motor dianteiro.

Frentes da versão com motor dianteiro.

Frentes da versão com motor traseiro.

Frentes da versão com motor traseiro.

Já no Vision a diferença mais clara é na frente com o uso de um parabrisas maior e um parachoques com outro desenho.

O modelo 4.05HD Vision não possui aquela faixa prateada dos primeiros HDs. Os parachoques seguem o mesmo formato dos demais modelos.

Frente dos modelos 4.05HD.

A foto é de traseira, como posso diferenciar o modelo L do Vision? Na depressão do parachoque traseiro há a linha horizontal que nos modelos L são retos e nos Vison são côncavos. Uma pequena artimanha para identificar muito bem vinda.

Parachoques traseiros.

Parachoques traseiros.

Exceções

Parachoques trocados. Na hora de preencherem a ficha o que vale é o modelo original. Por exemplo, o 12612 da Nacional Expresso, originalmente modelo X, bateu e a empresa trocou pelo parachoque dianteiro de modelo L.

Outro exemplo é o 1080 da Viação Nordeste. O que parece ser um Comil Vision na verdade é um modelo 3.65 da geração anterior que levou uma grande reforma.

Enfim, exceções sempre vão existir.

O que aparenta ser um Vision na verdade é um Campione da geração anterior bem reformado. Foto de Leandro Souza.

O que aparenta ser um Vision na verdade é um Campione da geração anterior bem reformado.

Créditos das fotos

Caixas de roda

3.25 – Fernando Nishimura de Aragão

3.45 – Elias Júnior

3.65 – Hideo Yamamoto

4.05 – Glauber Santana

Frentes motor dianteiro

L – Anderson Lopes

X – Leandro de Melo

Vision – Eduardo Machado

Frentes Motor Traseiro

L – Thiago Barboza Crespo

X – Emerson KBBSSA

Vision – José Marcos Cabral Filho

Parachoques traseiros

L – Eduardo Paniago

X – Thales Alexandre Reis Ribeiro

Vision – Marcelo Guedes

Frentes HD

4.05HD – Miguel Angelo

4.05HD Vision – Daniel Fortes

1080 da  Nordeste – Leandro Souza

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Veja aqui cada chassi dos carros da série 47XX do Expresso Nordeste

24, outubro, 2009

Como há ainda muita dúvida quando à colocação dos dados nas fotos dos Irizar PB Scania da série 47xx do Expresso Nordeste, confira aqui um esquema detalhado que elucidará as dúvidas de todos os integrantes do Ônibus Brasil

4700

4700: Scania K420 4X2 série 4 com 3º eixo adaptado e câmbio OptiCruise

4710

4710: Scania K340 4X2 série 4 com 3º eixo adaptado e Retarder

4720 e 4730 - Scania K380 6X2 série 5

4720 e 4730 - Scania K380 6X2 série 5

4740

4740 / 4750 / 4760 / 4770 / 4780 / 4790: Scania K420 4X2 série 4 com 3º eixo adaptado

Bus Explorer

MODELOS DE ÔNIBUS: Conceitos de carroceria e chassis [Bus Explorer]

9, agosto, 2009

Texto e fotos: Tadeu Carnevalli – Revisão: Carolina Treméa

Viação Garcia garagem Cambará Rodoflash

Primeira edição da Coluna Bus Explorer: entenda sobre modelos de ônibus

Nesta primeira edição da coluna Bus Explorer, iniciamos com uma visão geral sobre como funcionam os modelos de ônibus.

Muitos leigos acreditam que ônibus são iguais a carros de passeio: são comprados em concessionárias, bastando ao comprador apenas escolher detalhes do veículo, como a cor da pintura ou os equipamentos opcionais que o equiparão.
Com raras exceções de ônibus pequenos, os ditos microônibus, em que é possível adquiri-los diretamente da concessionária da mesma forma como carros de passeio, a maioria dos ônibus é comprada sob encomenda. Na compra, o comprador deverá fechar dois negócios: um junto a uma fabricante de chassis e outro com uma encarroçadora (empresa que fabrica carrocerias).
Portanto, comparando com o universo dos automóveis, seria como você comprar uma carroceria de Volkswagen Gol e poder colocá-lo sobre um chassi de Fiat Palio, Chevrolet Corsa ou Ford Fiest, ou vice-versa.
A possibilidade de combinação entre diferentes modelos de carroceria e chassis é muito boa para quem necessita administrar grandes frotas. Algumas empresas adotam a conduta da padronização de modelos, tanto para carrocerias como para chassis. Por exemplo, há empresas que possuem em suas frotas vários modelos de carrocerias, produzidos por diversas encarroçadoras, no entanto, são todos encarroçados sobre uma única marca ou um único modelo de chassi. A condição também pode ser invertida, visto que há empresas que padronizam modelos de carroceria e adotam vários modelos de chassis, produzidos por fabricantes variados.
A padronização de frotas colabora na redução do custo da manutenção, visto que os gastos com treinamento de pessoal e reposição de peças decrescem conforme se reduz a quantidade de modelos diferentes presentes na frota.

Monobloco Mercedes-Benz O-400

Monobloco Mercedes-Benz O-400

Finalizando a conversa inicial sobre modelos de ônibus, destacamos os modelos denominados “Monoblocos“, que foram muito conhecidos no passado, principalmente pela figura dos modelos fabricados pela Mercedes-Benz. Os monoblocos eram dotados de uma carroceria que se adaptava unicamente a um chassi, ambos produzidos pelo mesmo fabricante. A linha de monoblocos da Mercedes-Benz nasceu na década de 1950 e passou a ser encarroçada no Brasil no ano de 1956, sobre os chassis L-312. Dois anos depois, o chassi também passou a ser fabricado no Brasil, com a denominação O-321, o “Super B”. Em 1996, a Mercedes-Benz do Brasil deixou de fabricar monoblocos. Nas próximas edições, realizaremos uma publicação unicamente dedicada aos Monoblocos Mercedes-Benz.

CARROCERIAS

Não seria precipitado dizer que a carroceria é aquilo que realmente nos faz reconhecer um ônibus.

Busscar Elegance 360 da Viação Catarinense

Busscar Elegance 360 da Viação Catarinense

A carroceria é o elemento fundamental que torna o ônibus em um veículo de transporte de pessoas.
Avistando externamente um ônibus, com exceção das rodas e pontas de eixo, tudo o que vemos é carroceria.
Nos ônibus mais antigos, da década de 30 e 40, era comum construir carrocerias de ônibus a partir da cabine de caminhões, tendo o ônibus características semelhantes aos caminhões da mesma época. As principais encarroçadoras brasileiras, muitas presentes até os dias atuais, como Ciferal, CAIO, Marcopolo e Nielson (atual Busscar) iniciaram suas primeiras atividades em meados da década de 40.

Carroceria Marcopolo II, década de 1970

Carroceria Marcopolo II, década de 1970

Com o passar dos anos, a fabricação de carrocerias passou a ser mais profissionalizada, já não mais aproveitando as características de caminhões. O motor dianteiro que antes se encontrava sob o capô à frente da cabine do veículo foi incorporado para dentro da carroceria, aproveitando melhor o comprimento do veículo. As carrocerias de ônibus se tornavam mais altas e robustas.
Nas próximas edições da coluna falaremos sobre a linha de carrocerias de cada montadora, tentando destacar os aspectos mais relevantes de cada modelo, ilustrando com fotos.

CHASSIS

Chassi Volvo B12R

Chassi Volvo B12R

O chassi é o conjunto que move o ônibus. Envolve toda a sustentação da carroceria, com suspensão, transmissão, motor, câmbio, sistema de freios, etc. Quando se observa um ônibus, pouco se vê do chassi e o esforço necessário para reconhecer e diferenciar o modelo de chassis é bem maior do que para carrocerias. Diferenças mínimas, como o formato de pontas de eixo, posição do escapamento, posição de grades e posição dos eixos são as principais formas de se identificar chassis externamente, sem olhar as plaquetas de identificação que descriminam o modelo dos chassis, coladas no interior da cabine do veículo.
Ainda assim, hoje é possível encontrar chassis idênticos em que a única diferença é o modelo do motor presente.
Os chassis, de forma geral, modelam algumas características da carroceria, sendo que duas delas merecem destaque especial:
• Distância entre os eixos: Alguns chassis possuem o segundo eixo mais próximo do primeiro,

Ônibus com chassi Volvo B12B

Ônibus com chassi Volvo B12B

enquanto outros alongam o entre-eixos do ônibus, optando por ter uma grande distância entre o primeiro e o segundo eixo. O mesmo é válido para a distância entre o segundo e o terceiro eixo, no caso de ônibus com três eixos (trucados).

Ônibus com chassi Scania K380

Ônibus com chassi Scania K380

• Balanços dianteiro e traseiro: Denomina-se balanço o espaço entre o eixo e a frente ou a traseira do veículo. Alguns chassis possuem balanços dianteiros curtos (uma pequena distância entre o início da frente do veículo até o eixo dianteiro), o que aumenta o ângulo de entrada e reduz as chances da frente do veículo raspar em obstáculos da pista, como valetas. No mesmo sentido, é possível encontrar chassis com balanços traseiros muito grandes ou muito pequenos.

CHASSIS E POSIÇÃO DO MOTOR

Algo muito relevante quando falamos sobre chassis é a posição do motor. A posição do motor diz muito a respeito da correta aplicação do chassi e interfere nos fatores:
• Encarroçabilidade: em função da posição do motor, o chassi poderá ou não ser encarroçado em determinados tipos de carrocerias;
• Aplicação: Cada posição de motor está ligada a uma correta aplicação. Por exemplo, ônibus que enfrentam trechos onde a pavimentação é ruim, com terra, lama e atoleiros, devem ser encarroçados em chassis com motor dianteiro, pois são os com melhor rendimento neste tipo de terreno.
• Espaço: A posição do motor interfere no espaço que será destinado para carregar malas, o “bagageiro”;
• Conforto: O nível de conforto no interior do ônibus varia significativamente de acordo com a posição do motor.
Há três posicionamentos clássicos para o motor de chassis para ônibus:

Ônibus com motor dianteiro, chassi Mercedes-Benz OF1418

Ônibus com motor dianteiro, chassi Mercedes-Benz OF1418

• Dianteiro: Largamente utilizado em ônibus urbanos, metropolitanos e rodoviários para curtas distâncias. Tendem a ser ágeis para o tráfego urbano, onde paradas e saídas são freqüentes. O ruído, a trepidação e o calor provenientes do motor tornam esses chassis pouco adequados para viagens de maior duração.

• Central (entre-eixos): Os motores entre-eixos tiveram seu auge nas décadas de 80 e 90, sendo fabricados pela Volvo, tanto para aplicações

Ônibus com motor central, chassi Volvo B10M

Ônibus com motor central, chassi Volvo B10M

urbanas como rodoviárias. O motor localizado sob o piso do veículo transmite um pouco da trepidação e do ruído para o salão de passageiros, embora isso seja menos perceptível quando comparados aos motores dianteiros. Para ônibus urbanos e rodoviários, o conforto dos motores entre-eixos é superior quando comparado aos motores dianteiros. Na sua época de auge, esses chassis faziam linhas de longa duração por grandes empresas brasileiras, equipando carrocerias de grande porte.

• Traseiro: Os motores traseiros equipam os ônibus rodoviários de luxo

Ônibus com motor traseiro, chassi Scania K113CL

Ônibus com motor traseiro, chassi Scania K113CL

atualmente. São os mais silenciosos e confortáveis, transmitindo muito pouco ruído e trepidação para o salão de passageiros. Um ponto negativo é o acúmulo de calor na região traseira do veículo, o que faz com que temperaturas diferentes sejam percebidas na frente e no fundo do salão do ônibus, embora este problema tenha sido cada vez mais amenizado por um melhor isolamento térmico.


Qual a sua opinião sobre este artigo? Tem alguma sugestão? Crítica? Gostaria de complementar ou corrigir alguma informação? Não perca a oportunidade de expressar a sua opinião, deixando um comentário ao final desta página.
Na próxima edição da coluna Bus Explorer, começaremos a falar sobre os modelos de carrocerias de ônibus. Até lá!

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Coluna Bus Explorer: ajuda para quem quer entender um pouco mais sobre ônibus

3, agosto, 2009

A partir do próximo domingo, dia 10 de agosto, você verá aqui no Ônibus Brasil, a cada semana, uma nova publicação da coluna Bus Explorer.

Esta coluna surge com o objetivo de facilitar a vida de quem procura alguma informação relevante sobre modelos de ônibus, englobando principalmente modelos de carrocerias e chassis, tanto em produção atualmente quanto já fora da linha.

As perguntas e respostas abaixo vão lhe ajudar a entender um pouco mais sobre a coluna Bus Explorer.

1) Qual a razão para a criação desta coluna?

A principal razão é a dificuldade de encontrar em um único lugar as informações básicas sobre modelos de ônibus. Quem está começando agora a apreciar ônibus e tem interesse em aprender um pouco mais sobre o assunto tende a demorar até conseguir localizar informações que o façam capaz de diferenciar modelos de carroceria e chassis. Por exemplo, quem quando começou a gostar de ônibus não achava muitos modelos parecidos, porém após certo tempo de convívio com pessoas mais experientes no assunto, viu que havia grandes diferenças entre eles?

Assim, a principal razão da criação desta coluna é a possibilidade de oferecer um maior acesso ao conhecimento de assuntos relacionados a modelos de ônibus, tanto para quem trabalha no setor e lida diariamente com os veículos, quanto para quem é apreciador ou colecionador de materiais relacionados a ônibus.

2) Qual é o público alvo da coluna?

Qualquer pessoa que tenha interesse em aprender sobre ônibus, independentemente do nível de conhecimento que já possua. Obviamente, alguns artigos postados poderão já ser conhecidos para muitos que já tem maior experiência, porém esperamos contribuir para que muitos possam aprender mais sobre ônibus por meio das postagens semanais que faremos.

Todos que se interessarem poderão participar comentando os artigos, fazendo perguntas que serão respondidas e até mesmo revisando o material, procurando possíveis incorreções.

3) Como os assuntos serão expostos?

Os assuntos serão expostos em artigos curtos, que não tomarão muito tempo do leitor. Sempre que possível, haverá imagens para ilustrar o assunto abordado.

4) Quem escreverá os artigos?

Qualquer membro do site poderá enviar artigos para sem publicados. Basta entrar em contato conosco pelo e-mail contato@onibusbrasil.com para obter maiores informações.

Até o próximo domingo!

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