Quase todos os paulistanos querem mais faixas e 24% aderiram ao ônibus, diz pesquisa

Por , em 11 de outubro de 2016.

Maior parte das pessoas que passaram a optar pelo ônibus veio do carro, seguidas de pessoas que deixaram o metrô, diz estudo da CET.

Para 88,3% dos entrevistados, faixas deixaram viagens de ônibus menos estressantes, e, para 88,2%, viagens ficaram mais rápidas. Foto: Estadão Conteúdo.

Para 88,3% dos entrevistados, faixas deixaram viagens de ônibus menos estressantes, e, para 88,2%, viagens ficaram mais rápidas. Foto: Estadão Conteúdo.

Quase todos os paulistanos são favoráveis à política de expansão de faixas para ônibus e querem mais espaços para o transporte coletivo. É o que aponta estudo feito pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego –, da capital paulista, em julho deste ano, ao qual o Diário do Transporte teve acesso.

Segundo o boletim técnico, 94% da população aprova as faixas de ônibus na cidade de São Paulo.

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Foram ouvidas 2041 pessoas em 10 terminais, sendo dois em cada região da cidade. Zona sul, terminais Grajaú e Sacomã; zona norte, terminais Cachoeirinha e Pirituba; zona oeste, terminais Pinheiros e Campo Limpo; zona leste, terminais Carrão e Penha, e centro, terminais Princesa Isabel e Parque Dom Pedro II.

Hoje, a cidade de São Paulo possui 517 km de faixas de ônibus. Até 2013, eram 90 quilômetros.

MAIS GENTE INDO PARA OS ÔNIBUS

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A pesquisa que comparou os resultados do último levantamento de 2014, quando o total de faixas era menor, também mostra que mais pessoas optaram pelo ônibus após a implantação dos espaços para o transporte coletivo. Segundo os resultados, 24,3% de 2033 respostas, ou 494, afirmaram que substituíram outro meio de transporte pelo ônibus, e 75,7% (1539) não substituíram.

Ainda de acordo com o levantamento, a maior parte do total que começou a usar mais o ônibus veio do carro, e, logo em seguida, foi registrada migração do metrô.

Entre os modais, o mais substituído pelo ônibus foi o carro (48,18% ou 238), seguido do metrô (32,59% ou 161), trem (15,79% ou 78), moto (2,23% ou 11) e, por fim, bicicleta e andar a pé, com 0,61%, ou três pessoas cada. A percepção dos entrevistadores no decorrer das entrevistas levanta como hipótese que a substituição pelo carro pode estar associada à questão do tempo, do estresse e questões econômicas. Muitos entrevistados disseram ser mais econômico o ônibus, e por isso deixam de usar o carro. Os pesquisadores também observam que o fato de o metrô aparecer, em seguida, como o segundo modal mais substituído pelos ônibus pode ser por motivos de superlotação e estresse, que são maiores no metrô em determinados horários, além da integração não tarifada, que reduz o custo da viagem. Por fim, outro fator vantajoso do ônibus é a maior capilaridade das linhas, abrangendo regiões onde o modal ferroviário não tem alcance. Bicicleta, moto e andar a pé aparecem como os menos substituídos, cada um, com menos de 5%, diz o estudo.

VANTAGENS DAS FAIXAS

A maior parte das pessoas ouvidas na pesquisa, 88,3%, diz que, com as faixas e corredores, a viagem ficou menos estressante. Para 88,2% dos entrevistados, a viagem ficou mais rápida, e 81% acreditam que deve haver criação de mais faixas e corredores. Entretanto, apesar de melhora em relação ao último levantamento de 2014, a queixa, ainda para 81% dos entrevistados, é que os ônibus continuam lotado, mesmo após a implantação desses espaços:

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MOTORISTA DE CARRO TEM APROVADO MAIS

Os condutores de veículos, que no início das implantações eram os que mais previam pontos negativos, alegando perda de espaço, no estudo realizado em 2014, surpreenderam, revelando que 63,8% avaliaram as implantações boas ou ótimas e 53,4% concordaram com a necessidade de expansão, diz a pesquisa.

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