Volvo apresenta primeiro ônibus elétrico híbrido “plug-in” em Curitiba

Por , em 1 de julho de 2016.

Veículo deve circular por seis meses e pode reduzir em até 75% o consumo de diesel e 60% o consumo total de energia, garante a fabricante. Estação de recarga rápida fica no meio do trajeto.

Linha que será servida pelo ônibus tem 22,4 quilômetros e transporta 2,2 mil passageiros por dia. Foto: Maurilio Cheli/SMCS.

Linha que será servida pelo ônibus tem 22,4 quilômetros e transporta 2,2 mil passageiros por dia. Foto: Maurilio Cheli/SMCS.

Por seis meses, os 2,2 mil passageiros da linha Juvevê/Água Verde, em Curitiba, que tem 22,4 quilômetros, vão poder andar no modelo inédito de ônibus elétrico híbrido que foi apresentado nesta quarta-feira, 29 de junho de 2016, na capital paranaense.

Os testes com passageiros a bordo começam no dia 18 de julho.

Curitiba já tem em operação ônibus elétricos híbridos que possuem dois motores, um a combustão que gera energia e também movimenta o veículo e outro elétrico que opera até quando o ônibus alcança aproximadamente 20 km/h.

Mas o modelo apresentado nesta quarta-feira é elétrico híbrido plug-in, ou seja, permite a recarga de bateria em pontos de embarque e desembarque de passageiros.

Esse processo é feito em estações de carregamento rápido da bateria do motor elétrico, propiciando aos veículos maior tempo de operação em modo elétrico. O sistema faz parte de uma parceira global da Volvo com a Siemens.

Estação de recarga rápida fornece energia por dispositivo no teto do ônibus. Foto: Divulgação/Volvo.

Estação de recarga rápida fornece energia por dispositivo no teto do ônibus. Foto: Divulgação/Volvo.

A estação para a recarga da bateria foi instalada em um ponto de ônibus na pracinha da rua Menezes Dória, no bairro Hugo Langue, próximo à Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Agrárias.

“O sistema reduz em até 75% o consumo de diesel e a emissão de poluentes. Além disso, o consumo total de energia do modelo é 60% menor que dos ônibus movidos a diesel, o que representa um enorme ganho ambiental para a cidade” – garante a Volvo, em nota.

A recarga da bateria do motor elétrico é feita durante o tempo de embarque e desembarque de passageiros e leva, no máximo, 6 minutos para receber uma carga total. A estação de carregamento de alta potência foi desenvolvida e instalada pela Siemens.

Outra característica do modelo é que o ônibus pode operar em modo 100% elétrico em áreas definidas – período em que não emite poluentes e é totalmente silencioso –, e em modo híbrido em qualquer parte do percurso.

Essa é a segunda geração de ônibus de baixas ou zero emissões de poluentes da Volvo, que foi lançada em 2014. O modelo está em operação em cidades como Gotemburgo, Hamburgo, Luxemburgo e Estocolmo. A primeira geração de híbridos é justamente dos ônibus que circulam em Curitiba, e são produzidos na planta da montadora na capital paranaense. A terceira é do ônibus Volvo 100% elétrico, que ainda está em testes na Europa.

Lançado na Europa em 2014, o elétrico híbrido “plug in” é a segunda geração de ônibus híbridos da Volvo. Foto: Maurilio Cheli/SMCS.

Lançado na Europa em 2014, o elétrico híbrido “plug in” é a segunda geração de ônibus híbridos da Volvo. Foto: Maurilio Cheli/SMCS.

A bateria do motor elétrico híbrido, além de receber as recargas rápidas nas estações, também é carregada com a energia regenerada pelas frenagens do veículo, como já ocorre com os modelos híbridos no Brasil.

O ônibus apresentado é do tipo padron, com capacidade para 91 passageiros, entre sentados e em pé.

O desempenho do novo híbrido será comparado a outros dois ônibus com a mesma configuração e capacidade de passageiro: um híbrido da primeira geração e um movido a diesel. Os três vão circular na mesma linha e com as mesmas condições de intensidade de tráfego e passageiros.

“Os testes de demonstração do elétrico híbrido em Curitiba são a terceira fase do desenvolvimento do projeto de eletromobilidade da Volvo na América Latina. A primeira fase foi o início da produção e comercialização do híbrido convencional no Brasil, e a segunda a demonstração do híbrido articulado que está em operação também em Curitiba.
Os dados dos veículos serão monitorados por meio de telemetria, com o sistema de gerenciamento de frotas da Volvo. O sistema oferece informações como consumo de combustível, emissão de poluentes, distância percorrida no modo 100% elétrico e aproveitamento das frenagens para recarga da bateria do motor elétrico. Além de dados de quantidade de passageiros e segurança como frenagens, curvas e acelerações bruscas.
Integrada ao gerenciamento de frotas, o veículo possui ainda uma funcionalidade que permite definir as áreas onde o ônibus vai operar no modo 100% elétrico e limitar sua velocidade máxima onde há grande fluxo de pedestres. Nestas áreas, por exemplo, mesmo que o motorista acelere, o veículo não ultrapassa a velocidade definida. A definição da URBS para a operação do ônibus elétrico híbrido em Curitiba, é que ele circule no modo 100% elétrico nas ruas de área calma onde a velocidade máxima é de 40 km/h” – explica nota da Volvo.

RECARREGAMENTO EM ESTAÇÕES TAMBÉM FOI TESTADO NO ABC

No Corredor Metropolitano ABD, que liga a capital ao ABC Paulista, no 21 de fevereiro de 2014, foi testado um sistema de recarga de baterias de ônibus elétrico.

No ABC e na capital paulista, sistema de recarga é para ônibus articulado 100% elétrico.

No ABC e na capital paulista, sistema de recarga é para ônibus articulado 100% elétrico.

Tratava-se do projeto E-Bus, desenvolvido pela Eletra, empresa brasileira especializada em veículos de transporte urbano com tração elétrica, e as japonesas Mitsubishi Heavy Industries e Mitsubishi Corporation. Ele é o primeiro ônibus elétrico a baterias com 18 metros de comprimento no mundo.

A diferença é que o veículo não tem motor a combustão, sendo 100% elétrico.

A estação de recarga fica no Terminal Metropolitano de Diadema.

Foram planejadas quatro recargas rápidas de quatro minutos em média cada, ou uma recarga de dez minutos a cada 50 quilômetros percorridos. Na garagem, o veículo recebe uma recarga lenta de quatro horas.

As baterias e parte do sistema foram feitas pela divisão brasileira e pela divisão japonesa da Mitsubishi. Também uma parte do sistema e a integração dos equipamentos couberam à Eletra.

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