Auto Viação Bangu, no Rio de Janeiro, fecha as portas e 800 perdem os empregos

Por , em 13 de maio de 2016.

Funcionários estavam em greve desde segunda-feira. Seis empresas de ônibus urbanos foram fechadas desde o ano passado.

Ônibus antigo e ônibus novo da Auto Viação Bangu, uma empresa tradicional no Rio de Janeiro que fecha as portas. Fotos: Acervo Marcopolo; Vladimir Monteiro/Marco Antônio da Silva Góes.

Ônibus antigo e ônibus novo da Auto Viação Bangu, uma empresa tradicional no Rio de Janeiro que fecha as portas. Fotos: Acervo Marcopolo; Vladimir Monteiro/Marco Antônio da Silva Góes.

A Auto Viação Bangu, que atendia parte da Zona Oeste do Rio de Janeiro, anunciou o término de suas atividades.

O comunicado foi formalizado em nota pelo Rioônibus, sindicato que reúne as empresas da capital.

A Auto Viação Bangu integrava o Consórcio Santa Cruz, que informou que 800 motoristas, cobradores, fiscais e demais funcionários serão demitidos.

A empresa afirmou estar enfrentando dificuldade financeira desde a concorrência com transporte clandestino, mas que a situação se agravou após a crise econômica no país.

De acordo com o Rioônibus, a partir de agora, será implantado um plano emergencial para atender os passageiros.

Somente no período de um ano, seis empresas de ônibus urbanos do Rio de Janeiro fecharam as portas, dispensando quase 3 mil funcionários.

2016:
– Auto Viação Bangu (Consórcio Santa Cruz)
Algarve (Consórcio Santa Cruz)

2015:
Translitorânea (Consórcio Intersul)
Rio Rotas (Consórcio Santa Cruz)
Andorinha (Consórcio Santa Cruz)
Top Rio (Consórcio Internorte)

PERDA DE PASSAGEIROS

De acordo com dados da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos –, que reúne em torno de 500 viações, no ano passado, os ônibus deixaram de transportar 900 mil passageiros por dia em 15 das principais cidades do país e uma região metropolitana, incluindo as maiores capitais, que somam quase dois terços da demanda dos passageiros de ônibus em todo o país.

O número significa uma queda de 4,2% em relação aos patamares de 2014. É o quarto ano de perda seguida e a maior registrada nesta década.

Segundo o levantamento, a perda de passageiros no Rio de Janeiro foi pouco expressiva, de 0,1%.

Confira as cidades ou regiões metropolitanas pesquisadas pela NTU:

– Grande Porto Alegre: queda de 6,1%
– Joinville: queda de 4,3%
– Curitiba: queda de 8%
– Londrina: queda de 4,7%
– São Paulo: queda de 0,9%
– Rio de Janeiro: queda de 0,1%
– Belo Horizonte: queda de 6,5%
– Goiânia: queda de 7,9%
– Salvador: queda de 4,1%
– Aracaju: queda de 5,9%
– Maceió: queda de 0,8%
– Recife: queda de 5,2%
– Natal: queda de 5,2%
– Teresina: queda de 7,8%
– Fortaleza: queda de 2,2%

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