Greve de ônibus em Curitiba está descartada

Motoristas e cobradores aceitaram proposta das empresas de ônibus de 10,5% de aumento salarial.

ADAMO BAZANI – CBN

Motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e região metropolitana entram em acordo com empresas de ônibus e desistem de greve. Agora, com o acordo trabalhista, deve ser definida tarifa para a RIT.

Motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e região metropolitana entram em acordo com empresas de ônibus e desistem de greve. Agora, com o acordo trabalhista, deve ser definida tarifa para a RIT.

Foi descartada uma possível greve de motoristas e cobradores de ônibus em Curitiba e região metropolitana.

A categoria entrou em acordo com as empresas em reunião na manhã desta terça-feira, dia 12 de março, no TRT – Tribunal Regional do Trabalho, e aceitou proposta de 10,5% de aumento nos salários.

Assim, os salários vão para os seguintes patamares:

O salário de motorista de ônibus em Curitiba e região metropolitana passa de R$ 1503 para R$ 1660 por mês. Já o salário do cobrador de ônibus vai de R$ 845 mensais para R$ 933.

O auxílio alimentação terá reajuste de 50% e agora passa a ser de R$ 300. Haverá também um abono salarial de R$ 300 que será pago durante o ano.

Inicialmente, a categoria pedia 30% de aumento nos salários e 100% de reajuste no auxílio alimentação. Depois caiu para 15% a reivindicação, fechando agora este percentual.

TARIFAS AGORA PODEM SER DEFINIDAS

Com o acordo trabalhista, agora deve ser definido quanto passará a ser o valor da tarifa de ônibus em Curitiba e nos municípios que formam a RIT – Rede Integrada de Transporte.

Na semana passada, o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet disse que esperava o acordo para fixar a passagem.

A questão das tarifas em Curitiba e região metropolitana é marcada por uma polêmica entre o Governo do Estado do Paraná e a prefeitura curitibana.

O governador Beto Richa disse que não vai renovar os subsídios que evitavam grandes elevações no preço da passagem e custeavam as integrações entre os ônibus metropolitanos e os municipais da capital paranaense.

A Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., empresa gerenciadora do sistema, e as companhias de ônibus, alegam déficits no sistema, pelo valor da tarifa técnica, que corresponde aos reais custos por passageiros, estar num patamar muito acima do que é cobrado nas catracas, hoje R$ 2,60.

Segundo a Urbs e as empresas, a manutenção dos subsídios seria fundamental para garantir as integrações e o custo menor ao passageiro.

O governador Beto Richa rebate e diz que o Estado precisa controlar suas contas e que só no final da administração municipal de Luciano Ducci e início de Freut é que o estado em toda a história do sistema teve de subsidiar os transportes urbanos.

Fruet não descarta cobrar uma contrapartida do estado para as integrações metropolitanas mesmo que por vias judiciais.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes