Valor foi definido pela URBs, empresa que gerencia os transportes da cidade e dos municípios vizinhos. Tarifa sobe para R$ 2,60

Passagens de ônibus sobem de R$ 2,50 para R$ 2,60 nesta segunda-feira em Curitiba e região metropolitana. O reajuste será de 4%, índice inferior à inflação acumulada de 2011, que foi de 6,5% de acordo com o IPC- A, do IBGE. Mesmo com o aumento, as tarifas de Curitiba estão abaixo dos valores de outras cidades com grande demanda. A tarifa de domingo continua de R$ 1,00. Foto: Adamo Bazani.
O aumento da passagem de ônibus de Curitiba e região metropolitana foi definido pela Urbs – Urbanização de Curitiba S.A, empresa que gerencia a RIT – Rede Integrada de Transportes.
A partir desta segunda-feira, dia 05 de março de 2012, a tarifa passa de R$ 2,50 para R$ 2,60.
O aumento de dez centavos corresponde a 4%, valor inferior à inflação acumulada de 2011, que de acordo com o IPC – A – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, do IBGE, ficou em 6,5%. Já o INPC – Índice Nacional de Pecos ao Consumidor foi de 5,63%.
TARIFAS AOS DOMINGOS:
As passagens de ônibus da RIT aos domingos continuam custando R$ 1,00. A tarifa tem este valor congelado desde 2005 e trata-se de um incentivo com papel social para as pessoas usarem os ônibus não só para trabalharem. Com as tarifas mais baixas aos domingos, mais pessoas têm usado os transportes também para o lazer e o convívio familiar, já que muitos fazem os deslocamentos para visitarem os parentes.
A tarifa reduzida aos domingos foi introduzida em 2005. No ano de 2004, a demanda de passageiros aos domingos foi de 3,5 milhões no acumulado. Já em todos os domingos de 2011, segundo a URBS, foram transportadas 20,1 milhões de pessoas.
CIRCULAR CENTRO:
A Linha Circular Centro, que atende à região central de Curitiba, também vai ser reajustada. A tarifa passa de R$ 1,50 para R$ 1,60.
LINHA TURISMO:
O valor da passagem da Linha Turismo, que com ônibus de dois andares permite a visitação a pontos turísticos de Curitiba, passa de R$ 25,00 para R$ 27,00. O bilhete dá direito a vários embarques e desembarques por dia.
CUSTOS MAIORES:
O reajuste foi estipulado por conta do aumento dos custos de operação do sistema. Os principais fatores que pressionaram para o reajuste foram mão de obra, combustível, peças e acessórios e renovação da frota.
No último dia 15 de fevereiro, depois de dois dias de greve, os motoristas e cobradores receberam 10,5% de reajuste.
TARIFA TÉCNICA:
A tarifa técnica, o que realmente é repassado para o sistema, ficou em R$ 2,78. De acordo com a Urbs, não deve haver aumento de subsídios. A diferença de R$ 0,18 entre os R$ 2,60 que serão cobrados e os R$ 2,78 de tarifa técnica será compensada pelo próprio “fluxo de taxa do sistema”.
No entanto, o Comec, Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, não descarta a possibilidade de intervir e injetar recursos para manter as passagens em R$ 2,60.
As tarifas de Curitiba estão entre as baixas de capitais de grande demanda. Confira alguns valores:
São Paulo – SP: R$ 3,00
Porto Alegre – RS: R$ 2,85
Rio de Janeiro – RJ: R$ 2,75
Campo Grande – MS: R$ 2,70
Cuiabá – MT: R$ 2,70
Florianópolis – SC: R$ 2,70
Belo Horizonte – MG: R$ 2,65
A RIT – Rede Integrada de Transportes atende a cerca de 2,5 milhões de passageiros por dia e além de Curitiba serve municípios como São José dos Pinhais, Piraquara, Pinhais, Colombo, Almirante Tamandaré, Campo Largo, Araucária e Fazenda Rio Grande.
O sistema, que conta com corredores de ônibus do tipo BRT (Bus Rapid Transit), totalmente segregados do trânsito convencional, é todo integrado. É possível pegar quantas linhas e quantos ônibus forem necessários pagando a mesma tarifa com integrações sendo realizadas nos terminais ou mesmo nas estações tubo ao longo dos trajetos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, a tarifa será de R$2,20 para R$2,50, sendo que a cidade não tem integração e é coordenada pela COMEC, sendo ela a responsável do aumento.
Um absurdo aumento, ainda mais por um transporte não integrado, apenas 4 linhas na cidade inteira fazem integração com a RIT em Curitiba. Ano passado a tarifa aumentou de R$1,80 para R$2,20, sendo que era R$1,80 desde 2008. Agora de 2011 para 2012 aumentar R$0,30, isso é legal??? Perante a lei isso pode acontecer?? Pois é um absurdo!!
realmente, na região metropolitana as linhas integradas terão um aumento bem maior. Serão 30 centavos a mais enquanto Curitiba subiu apenas 10 centavos. Mas vale lembrar que estas linhas ficaram nos últimos quatro anos do governo Requião, sem aumento algum, isto por conta de politicagem, pois o governador segurava a tarifa não integrada para dizer que Curitiba podia fazer o mesmo. Embora todos ou muitos achem que empresário de ônibus é tudo milionário (alguns poucos são sim, mas porque não vivem só do ônibus) tem empresa que quase quebrou. Agora os reajustes atrasados estão vindo. Se alguém espera que Curitiba ano que vem (depois da eleição) vai aumentar só 10 centavos novamente, está enganado. A URBS vai tirar dinheiro de onde para continuar subsidiando a diferença entre a tarifa técnica e a política??? E não esqueçamos que se ela está subsidiando a tarifa, ela está usando dinheiro (nosso dinheiro que pagamos em impostos) que poderia e deveria estar sendo usado em outras benfeitorias e na propria melhoria do sistema de transporte. Que a tarifa é alta concordo. Mas a maioria que se utiliza do transporte, recebe de suas empresas o vale-transporte, e as empresas de ônibus que vivem da tarifa recebida tem que receber no mínimo o repasse dos seus custos que aumentam: salário aumenta, diesel aumenta, pneu, peças, acessorios… tudo aumenta então a tarifa tem que aumentar para manter o equilibrio economico das empresas. Agora, o governo por que não ajuda? Por que sempre fala em desonerar impostos para baratear a tarifa mas nunca o faz?
Em Floripa a passagem custa 2,90. O valor de 2,70 é só pra quem paga com cartão.
A tarifa em Campo Grande custa atualmente R$2,85. Aumentou dia 1º deste mês.
Praticamente nenhuma capital aplica a tarifa técnica, a que realmente compensa os custos do transporte. E acho correto, afinal, cobrar 100% do custo do passageiro é inviável e cria uma barreira financeira de acessibilidade ao serviço. A saída é simples, a redução de custo por meio de gestão (frotas, itinerários, estrutura) e o custeio por outras fontes de recursos, como taxas sobre o transporte individual, estacionamentos e o que for possível.
A título de informação, a tarifa técnica de Florianópolis já passa dos três reais a mais de 3 anos, e não é aplicada. A prefeitura criou o subsídio para evitar isso, mas mesmo assim, creio que atitudes mais incisivas devem ser tomadas. Em especial, quanto a redução de custo, que acho o melhor caminho a se seguir.
abraço
(completando)
E o pior está por vir. Arla 32 e diesel S50 vão trazer ainda mais custos ao transporte. É hora de repensar, e com urgência, a estrutura financeira dos sistemas urbanos. Ou o governo sinaliza que o viés é coletivo, com desoneração de impostos e outras atitudes ao frotista, ou, infelizmente, o futuro não é ensolarado para as praças, com certeza.
abraço
Em Jundiaí você paga R$2,90 e o transporte é ruim.
Imagine em Sampa se tiver aumento de passagem! Lá, pra se andar de ônibus, o camarada desembolsa R$3,00!!!