Arquivo

Arquivo de agosto, 2009

Mais um cemitério de ônibus, mais um símbolo do desperdício do dinheiro público

13, agosto, 2009

Por Adamo Bazani

Vista parcial do pátio de ônibus abandonados, os veículos grifados, são de modelos que ainda rodam em várias cidades do estado de São Paulo e que poderiam estar servindo o paulistano ou terem sido vendidos por um bom valor

Vista parcial do pátio de ônibus abandonados, os veículos grifados, são de modelos que ainda rodam em várias cidades do estado de São Paulo e que poderiam estar servindo o paulistano ou terem sido vendidos por um bom valor

Alguns veículos poderiam estar rodando na Capital ou mesmo em serviços particulares,mas apodreceram em pátios de São Paulo

Modelos Padron Caio Vitória grifados. Empresas ainda usam estes modelos, que, mesmo um pouco antigos, prestam serviços em condições aceitáveis ou até melhores que muitos carros mais novos e mal conservados

Cemitérios de ônibus, infelizmente não são novidades. Mas a cada passo que se dá na cidade de São Paulo, cada vez mais terrenos com centenas de ônibus literalmente apodrecendo são encontrados.
O pessoal do site São Paulo Restaurada, especificamente um dos colaboradores, Douglas Nascimento, achou este terreno na Barra Funda.
Lá, são encontrados veículos da extinta CMTC- Companhia Municipal de Transportes Coletivos.
De acordo com os integrantes do site, que lá estiveram em julho passado, são mais de 150 ônibus. Pelo menos 70, se fossem conservados poderiam ainda prestar algum tipo de serviço. Se não nas principais linhas, mas aproveitados por particulares, em empresas que têm menor itinerário ou como carros reservas.
A CMTC era pública, esses ônibus eram “nossos”, de nossa contribuição. Portanto, o que está apodrecendo lá na Barra Funda são recursos públicos.
Se, com o fim da Companhia Municipal, por questões burocráticas, os ônibus não pudessem ser utilizados por outras empresas, se vendidos, logo após a extinção da CMTC, renderiam um bom retorno ao erário. Hoje, têm valor de sucata.
Além de veículos mais antigos, como Caio Amélia e Monoblocos O 364, dos anos 80, há carros apodrecendo como Caio Vitória, Monobloco O 371 e Caio Alpha, do final dos anos 90.
O que mostra mais uma vez o total descaso de quem foi o responsável por encostar esses carros. A CMTC deixou de existir entre 1994 e 1995, o que significa que ônibus com poucos meses de uso foram parar lá. Mesmo com defeitos mecânicos, eles poderiam ser consertados ou repassados para empresas que tivessem condições de assumi-los.
Renovação de frota é um direito do passageiro e um dever de empresários e poder público. Mas jogar ônibus em condições no lixo, literalmente, é queimar o dinheiro da população.

Padron Caio Vitória, ainda em operação, foto do último domingo dia 08 de agosto de 2009, da Viação Tucuruví. Empresa, mesmo com estes veículos, que não são novíssimos, mas têm condições, foi considerada a terceira melhor empresa urbana do estado.

Padron Caio Vitória, ainda em operação, foto do último domingo dia 08 de agosto de 2009, da Viação Tucuruví. Empresa, mesmo com estes veículos, que não são novíssimos, mas têm condições, foi considerada a terceira melhor empresa urbana do estado.

Para se ter uma idéia, na região do ABC Paulista, é necessária uma renovação da frota, o que vem ocorrendo aos poucos. Mas há veículos da mesma faixa etária destes que estão apodrecendo na Barra Funda, que, conservados e com a manutenção em dia, servem muito bem a população e dão “inveja” a muitos outros mais novos, já que há modelos mais antigos que dão banho de qualidade nos mais novos.
Empresas como Viação ABC, Metra, São José, São Camilo, Expresso São Bernardo e Tucuruvi, entre outras, operam com carros Vitórias em condições que dão dignidade ao passageiro. Não estão perfeitos, afinal, alguns têm mais de 15 anos nas costas (ou na carroceria), mas são símbolos de aproveitamento total, e com qualidade, da vida útil de um ônibus. Para se ter uma idéia, mesmo com os “Vitorinhas”, os mesmo que estão apodrecendo no terreno flagrado pelo pessoal do “São Paulo Restaurada”, a Viação Tucuruvi, que opera entre São Caetano do Sul, Santo André e São Paulo, foi considerada pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – como a Terceira Melhor empresa das 40, que prestam serviços nas três regiões Metropolitanas de São Paulo. O serviço é bom, Segundo a EMTU, mesmo com uma frota com carros mais usados, porém conservados.

Ônibus Padon Vitória da Auto Viação ABC. Veículo é exatamente da época na qual os ônibus da Barra Funda foram encostados. A empresa faz renovação da frota, mas aproveita todo o ciclo de vida dos veículos. Foto do início do ano.

Ônibus Padon Vitória da Auto Viação ABC. Veículo é exatamente da época na qual os ônibus da Barra Funda foram encostados. A empresa faz renovação da frota, mas aproveita todo o ciclo de vida dos veículos. Foto do início do ano.

Isso significa que o dinheiro das passagens, pelo menos está sendo investido na manutenção do carro, até o final de sua vida útil, e a posterior renovação da frota.
Diferente do que ocorreu na transição CMTC / SPTrans.
E quando outros cemitérios aparecerem, eles devem ser denunciados.
Adamo Bazani

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Furto em garagem da Prefeitura de Santo André deixa 16 ônibus inoperantes

11, agosto, 2009

Por Adamo Bazani

Veículos são da Secretaria Municipal da Educação e Formação Profissional e tiveram dispositivos retirados

A cidade de Santo André, no ABC Paulista, está com 16 ônibus destinados a transportes de estudantes e atividades educacionais a menos nas ruas.

Isso porque, eles tiveram partes do painel furtadas. Foram tacógrafos, usados para controlar a velocidade e operação, odômetros, velocímetros e outros componentes retirados dos veículos.
Os ônibus estavam num pátio da Prefeitura de Santo André, no bairro Parque Capuava.
A maioria é utilizada para levar estudantes para a Escola Parque do Conhecimento Sabina, no bairro Paraíso, centro de referência educacional do ABC.
Além dos equipamentos de operação, em dois dos 16 ônibus, foram furtados aparelhos Toca CD.
Os funcionários do pátio acreditam que o furto ocorreu no final de semana. O local não possui vigilância, apenas rondas esporádicas da Guarda Civil Municipal. Ao finais de semana não havia rondas da GCM. Mas a partir desta ocorrência, dois guardas ficarão no local, com turnos de 12 horas de trabalho e 36 de descanso. As rondas da GCM serão intensificadas, segundo a Guarda Civil.
A cerca de arame do pátio estava cortada e 4 veículos estavam com os vidros das portas quebradas. A maior parte não foi arrombada.
Dez dos 16 ônibus têm menos de 3 anos de uso, modelos Neobus Mega e Apache S 22.

Adamo Bazani (informações do Diário do Grande ABC)

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São Paulo: TCM – Tribunal de Contas do Município detecta ônibus com pneus carecas, motoristas com mais de 20 pontos na carteira e até ônibus fantasmas

10, agosto, 2009

Por Adamo Bazani

Um levantamento do TCM – Tribunal de Contas do Município de São Paulo – realizado em todo entre os dias 7 e 30 de julho, em quatro terminais da cidade, apontou mais de 10 irregularidades, algumas gravíssimas, no sistema de operação de ônibus na Capital Paulista.

Foram fiscalizadas as rotinas do serviço nos Terminais Santo Amaro, Pirituba, Cachoeirinha e Carrão.

As falhas impressionaram os técnicos do TCM.

Além de atrasos e partidas previstas não realizadas, alguns problemas chamaram a atenção:

- Havia ônibus fantasmas: Veículos que não constam na relação da SPTrans e outros que estão nas planilhas mas que nunca foram vistos.

- Ônibus com pneus carecas.

- Veículos sem o GPS ligado, o funcionamento do aparelho é obrigatório. Caso desligado, a fiscalização fica impossível por parte da SPTrans.

- Ônibus com licenciamento vencido.

- Motoristas com mais de 20 pontos por infrações de trânsito na carteira, o que o impede de dirigir.

Ônibus relacionados em uma linha para a SPTrans, mas na prática, operando em outras linhas.

O Tribunal de Contas do Município de São Paulo também suspeita que os contratos entre empresas e Prefeitura não são cumpridos, principalmente, no tocante ao número de ônibus e viagens por linhas e empresas.

O órgão pediu ao Poder Público e às empresas mais de vinte documentos para também apurar possíveis sonegações tributárias e para certificar sobre a propriedade dos ônibus, já que há suspeita da existência de veículos fantasmas.

O processo do TCM já está em andamento e o relatório será concluído até a SPtrans e as empresas derem uma explicação quanto às irregularidades. Os trabalhos do Tribunal começaram depois de denúncias recebidas pelo órgão.

A SPTrans afirma que a fiscalização é intensa e tem total controle sobre o sistema. Em relação às irregularidades, o órgão de gerenciamento público explica que tem feito autuações.

Até junho deste ano, segundo a SPTrans, foram feitas 11.296 autuações por não cumprimento de partidas e que recolheu 217 veículos com pneus sem condições de operação.

A São Paulo Transportes afirma que já foram instaurados 237 processos, alguns pedindo a exclusão dos operadores.

Para o TCM, as medidas não estão sendo suficientes, já que leigos percebem as irregularidades.

O Tribunal não descarta o aprofundamento das investigações

NÚMEROS:

Na Capital Paulista são realizadas cerca de 6 mil partidas por dia. A frota é de 14 mil 832 ônibus, microônibus e vans. A SPTrans conta com 574 fiscais

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Marcopolo 60 anos: Hotsite e vídeo da geração 7

9, agosto, 2009

Para quem gosta de conhecer um pouco mais do passado do ônibus no Brasil, é uma excelente dica a visita ao hotsite criado pela Marcopolo para comemoração dos seus 60 anos. O site comemorativo apresenta imagens da história de sucesso da encarroçadora gaúcha em uma linha do tempo. Vale a pena a visita!

Hotsite Marcopolo 60 anos - Clique para acessar!

Hotsite Marcopolo 60 anos - Clique para acessar!

Uma outra dica interessante são os vídeos a seguir. O primeiro, postado recentemente no YouTube, mostra a recém-lançada Geração 7 da Marcopolo, apresentada no ano de 2009. O vídeo seguinte despertará boas lembranças nos mais saudosistas: mostra o lançamento da Geração 5 (GV) da encarroçadora de Caxias do Sul, em 1992,  que fez grande sucesso e muito contribuiu para o crescimento da Marcopolo.

Marcopolo Geração 7 – 2009



Marcopolo Geração 5 (GV) – 1992

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MODELOS DE ÔNIBUS: Conceitos de carroceria e chassis [Bus Explorer]

9, agosto, 2009

Texto e fotos: Tadeu Carnevalli – Revisão: Carolina Treméa

Viação Garcia garagem Cambará Rodoflash

Primeira edição da Coluna Bus Explorer: entenda sobre modelos de ônibus

Nesta primeira edição da coluna Bus Explorer, iniciamos com uma visão geral sobre como funcionam os modelos de ônibus.

Muitos leigos acreditam que ônibus são iguais a carros de passeio: são comprados em concessionárias, bastando ao comprador apenas escolher detalhes do veículo, como a cor da pintura ou os equipamentos opcionais que o equiparão.
Com raras exceções de ônibus pequenos, os ditos microônibus, em que é possível adquiri-los diretamente da concessionária da mesma forma como carros de passeio, a maioria dos ônibus é comprada sob encomenda. Na compra, o comprador deverá fechar dois negócios: um junto a uma fabricante de chassis e outro com uma encarroçadora (empresa que fabrica carrocerias).
Portanto, comparando com o universo dos automóveis, seria como você comprar uma carroceria de Volkswagen Gol e poder colocá-lo sobre um chassi de Fiat Palio, Chevrolet Corsa ou Ford Fiest, ou vice-versa.
A possibilidade de combinação entre diferentes modelos de carroceria e chassis é muito boa para quem necessita administrar grandes frotas. Algumas empresas adotam a conduta da padronização de modelos, tanto para carrocerias como para chassis. Por exemplo, há empresas que possuem em suas frotas vários modelos de carrocerias, produzidos por diversas encarroçadoras, no entanto, são todos encarroçados sobre uma única marca ou um único modelo de chassi. A condição também pode ser invertida, visto que há empresas que padronizam modelos de carroceria e adotam vários modelos de chassis, produzidos por fabricantes variados.
A padronização de frotas colabora na redução do custo da manutenção, visto que os gastos com treinamento de pessoal e reposição de peças decrescem conforme se reduz a quantidade de modelos diferentes presentes na frota.

Monobloco Mercedes-Benz O-400

Monobloco Mercedes-Benz O-400

Finalizando a conversa inicial sobre modelos de ônibus, destacamos os modelos denominados “Monoblocos“, que foram muito conhecidos no passado, principalmente pela figura dos modelos fabricados pela Mercedes-Benz. Os monoblocos eram dotados de uma carroceria que se adaptava unicamente a um chassi, ambos produzidos pelo mesmo fabricante. A linha de monoblocos da Mercedes-Benz nasceu na década de 1950 e passou a ser encarroçada no Brasil no ano de 1956, sobre os chassis L-312. Dois anos depois, o chassi também passou a ser fabricado no Brasil, com a denominação O-321, o “Super B”. Em 1996, a Mercedes-Benz do Brasil deixou de fabricar monoblocos. Nas próximas edições, realizaremos uma publicação unicamente dedicada aos Monoblocos Mercedes-Benz.

CARROCERIAS

Não seria precipitado dizer que a carroceria é aquilo que realmente nos faz reconhecer um ônibus.

Busscar Elegance 360 da Viação Catarinense

Busscar Elegance 360 da Viação Catarinense

A carroceria é o elemento fundamental que torna o ônibus em um veículo de transporte de pessoas.
Avistando externamente um ônibus, com exceção das rodas e pontas de eixo, tudo o que vemos é carroceria.
Nos ônibus mais antigos, da década de 30 e 40, era comum construir carrocerias de ônibus a partir da cabine de caminhões, tendo o ônibus características semelhantes aos caminhões da mesma época. As principais encarroçadoras brasileiras, muitas presentes até os dias atuais, como Ciferal, CAIO, Marcopolo e Nielson (atual Busscar) iniciaram suas primeiras atividades em meados da década de 40.

Carroceria Marcopolo II, década de 1970

Carroceria Marcopolo II, década de 1970

Com o passar dos anos, a fabricação de carrocerias passou a ser mais profissionalizada, já não mais aproveitando as características de caminhões. O motor dianteiro que antes se encontrava sob o capô à frente da cabine do veículo foi incorporado para dentro da carroceria, aproveitando melhor o comprimento do veículo. As carrocerias de ônibus se tornavam mais altas e robustas.
Nas próximas edições da coluna falaremos sobre a linha de carrocerias de cada montadora, tentando destacar os aspectos mais relevantes de cada modelo, ilustrando com fotos.

CHASSIS

Chassi Volvo B12R

Chassi Volvo B12R

O chassi é o conjunto que move o ônibus. Envolve toda a sustentação da carroceria, com suspensão, transmissão, motor, câmbio, sistema de freios, etc. Quando se observa um ônibus, pouco se vê do chassi e o esforço necessário para reconhecer e diferenciar o modelo de chassis é bem maior do que para carrocerias. Diferenças mínimas, como o formato de pontas de eixo, posição do escapamento, posição de grades e posição dos eixos são as principais formas de se identificar chassis externamente, sem olhar as plaquetas de identificação que descriminam o modelo dos chassis, coladas no interior da cabine do veículo.
Ainda assim, hoje é possível encontrar chassis idênticos em que a única diferença é o modelo do motor presente.
Os chassis, de forma geral, modelam algumas características da carroceria, sendo que duas delas merecem destaque especial:
Distância entre os eixos: Alguns chassis possuem o segundo eixo mais próximo do primeiro,

Ônibus com chassi Volvo B12B

Ônibus com chassi Volvo B12B

enquanto outros alongam o entre-eixos do ônibus, optando por ter uma grande distância entre o primeiro e o segundo eixo. O mesmo é válido para a distância entre o segundo e o terceiro eixo, no caso de ônibus com três eixos (trucados).

Ônibus com chassi Scania K380

Ônibus com chassi Scania K380

Balanços dianteiro e traseiro: Denomina-se balanço o espaço entre o eixo e a frente ou a traseira do veículo. Alguns chassis possuem balanços dianteiros curtos (uma pequena distância entre o início da frente do veículo até o eixo dianteiro), o que aumenta o ângulo de entrada e reduz as chances da frente do veículo raspar em obstáculos da pista, como valetas. No mesmo sentido, é possível encontrar chassis com balanços traseiros muito grandes ou muito pequenos.

CHASSIS E POSIÇÃO DO MOTOR

Algo muito relevante quando falamos sobre chassis é a posição do motor. A posição do motor diz muito a respeito da correta aplicação do chassi e interfere nos fatores:
Encarroçabilidade: em função da posição do motor, o chassi poderá ou não ser encarroçado em determinados tipos de carrocerias;
Aplicação: Cada posição de motor está ligada a uma correta aplicação. Por exemplo, ônibus que enfrentam trechos onde a pavimentação é ruim, com terra, lama e atoleiros, devem ser encarroçados em chassis com motor dianteiro, pois são os com melhor rendimento neste tipo de terreno.
Espaço: A posição do motor interfere no espaço que será destinado para carregar malas, o “bagageiro”;
Conforto: O nível de conforto no interior do ônibus varia significativamente de acordo com a posição do motor.
Há três posicionamentos clássicos para o motor de chassis para ônibus:

Ônibus com motor dianteiro, chassi Mercedes-Benz OF1418

Ônibus com motor dianteiro, chassi Mercedes-Benz OF1418

Dianteiro: Largamente utilizado em ônibus urbanos, metropolitanos e rodoviários para curtas distâncias. Tendem a ser ágeis para o tráfego urbano, onde paradas e saídas são freqüentes. O ruído, a trepidação e o calor provenientes do motor tornam esses chassis pouco adequados para viagens de maior duração.

Central (entre-eixos): Os motores entre-eixos tiveram seu auge nas décadas de 80 e 90, sendo fabricados pela Volvo, tanto para aplicações

Ônibus com motor central, chassi Volvo B10M

Ônibus com motor central, chassi Volvo B10M

urbanas como rodoviárias. O motor localizado sob o piso do veículo transmite um pouco da trepidação e do ruído para o salão de passageiros, embora isso seja menos perceptível quando comparados aos motores dianteiros. Para ônibus urbanos e rodoviários, o conforto dos motores entre-eixos é superior quando comparado aos motores dianteiros. Na sua época de auge, esses chassis faziam linhas de longa duração por grandes empresas brasileiras, equipando carrocerias de grande porte.

Traseiro: Os motores traseiros equipam os ônibus rodoviários de luxo

Ônibus com motor traseiro, chassi Scania K113CL

Ônibus com motor traseiro, chassi Scania K113CL

atualmente. São os mais silenciosos e confortáveis, transmitindo muito pouco ruído e trepidação para o salão de passageiros. Um ponto negativo é o acúmulo de calor na região traseira do veículo, o que faz com que temperaturas diferentes sejam percebidas na frente e no fundo do salão do ônibus, embora este problema tenha sido cada vez mais amenizado por um melhor isolamento térmico.


Qual a sua opinião sobre este artigo? Tem alguma sugestão? Crítica? Gostaria de complementar ou corrigir alguma informação? Não perca a oportunidade de expressar a sua opinião, deixando um comentário ao final desta página.
Na próxima edição da coluna Bus Explorer, começaremos a falar sobre os modelos de carrocerias de ônibus. Até lá!

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MPF quer que Viação Novo Horizonte cumpra Estatuto do Idoso

8, agosto, 2009

Empresa não vinha concedendo  duas vagas gratuitas e nem desconto de
50% no valor da passagem para idosos

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo ajuizou
anteontem, 5 de agosto, uma ação civil pública com pedido de liminar
para que a Viação Novo Horizonte conceda, nas linhas interestaduais,
duas vagas gratuitas e dê desconto de 50% no valor da passagem nas
demais vagas para idosos com renda de até dois salários mínimos, como
determina o Estatuto do Idoso.

Na ação, o MPF pede que a Agência Nacional de Transportes Terrestres
(ANTT)
cumpra o seu dever e fiscalize se a viação está cumprindo a
legislação. Entre 2007 e 2009, a Viação Novo Horizonte foi autuada 429
vezes, por descumprir o Estatuto do Idoso. No entanto, a ANNT não adotou
nenhuma outra medida para obrigar a empresa a cumprir e sequer existe
informação se as multas aplicadas foram efetivamente cobradas.

“É importante que a ANTT cumpra o seu papel de órgão fiscalizador e
aplique as penalidades previstas em lei, só autuar a empresa sem cobrar
multa não resolve o problema.” ressaltou o Procurador Regional dos
Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias.

De acordo com a legislação e a jurisprudência, a ANTT é o órgão
responsável por penalizar as empresas de ônibus interestaduais por
descumprimento das leis de proteção ao idoso.

Estatuto do Idoso, em seu art. 74, prevê a legitimidade dos Ministério
Público para ajuizar ações civis públicas em defesa dos direitos do
idoso. No pedido feito à Justiça Federal, o MPF pede aplicação de multa
diária no valor de R$ 1.000,00 (mil reais) a cada idoso desatendido pela
empresa Novo Horizonte.

Caso o cidadão identifique que alguma empresa de ônibus do Estado de
São Paulo, que opere linhas interestaduais, não está reservando duas
vagas e nem concedendo o desconto de 50% aos idosos, denuncie ao
Ministério Público Federal pelo link
http://www.prsp.mpf.gov.br/aplicativos/digi-denuncia

Número da ação: 2009.61.00.017914-4. Distribuída à 14º Vara Federal de
São Paulo.

Fonte: Notícias do MPF/SP, por indicação de Adamo Bazani.

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População ainda não se acostumou com mudança de número de identificação de linhas de ônibus

3, agosto, 2009

Por Adamo Bazani

Todas as linhas com extensão R receberam novos números. Primeiro dia útil de operação confundiu usuários

No primeiro dia útil de operação das linhas que foram renomeadas pela Prefeitura de Santo André, muitos passageiros deixavam o ônibus que utilizam passar, porque não reconheciam s novas nomenclaturas das linhas.
A Prefeitura decidiu retirar a letra R, depois do número de algumas linhas. A letra indicava que a linha era uma derivação do trajeto original percorrido pelas linhas principais.
O poder público alega que os passageiros se confundiam com as derivações, ramais, extensões e desvios, muitas vezes descendo muito longe dos pontos previstos. Um exemplo era a linha B 63 e B 63 R, A B 63, saindo da Vila Palmares vai até o Jardim alvorada, via Hospital Mário Covas e Bairro Paraíso. A B 63 R (hoje B 64) vai até o Termonal Santo André Oeste, no centro da cidade e longe ainda do Hospital e demais bairros,
Mesmo com cartazes colocados em ônibus e terminais antes das mudanças, muitos passageiros não decoraram o número das linhas, conforme o Blog observou em algumas paradas da região Central de Santo André.
A Prefeitura de Santo André possui um serviço de informações por telefone sobre as linhas: 0800 – 019 19 44. No site da Prefeitura, há relação das linhas, mas ainda nem adianta consultá-lo, pois as novas nomenclaturas ainda não constam no portal do governo municipal.
O Blog traz os números de linhas que mudaram:

  • AL 111 R origem: Terminal Vila Luzita/destino: Clube de Campo (via Rua Sagui da Serra); mudou para AL 112 – A linha principal, AL 111, continua com o mesmo nome
  • AL 113 R origem: Terminal Vila Luzita/destino: Recreio (via Rua Anambé). Mudou para AL 114. A AL 113, principal, continua com o mesmo nome
  • T 12 R origem: Jardim Ana Maria/destino: Centro de Santo André mudou para T 14. A T 12 permanece
  • T 16 R origem: Parque João Ramalho/destino: Ipiranguinha (via Jardim Rina); renomeada para T 18. A T 16 não muda de nome.
  • T 27 R origem: Parque Gerassi/destino: Terminal Urbano Prefeito Saladino para T 28. A T 27 não muda de nome
  • B 63 R origem: Estação de Santo André/destino: Fundação Santo André; para a ser B 64
  • A T 12 R não mudou para T 13, porque já existe a linha B 13. Mesmo com a letra da frente diferente, a população poria se confundir com o número. Todas as linhas T e B são operadas pela Viações Guainazes / Curuçá, lote 01 do sistema de Santo André e as AL pela Expresso Guarará, lote 08.
Imagens

T-14

T-14

T-18

T-18

T-28

T-28

B-64

B-64

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Coluna Bus Explorer: ajuda para quem quer entender um pouco mais sobre ônibus

3, agosto, 2009

A partir do próximo domingo, dia 10 de agosto, você verá aqui no Ônibus Brasil, a cada semana, uma nova publicação da coluna Bus Explorer.

Esta coluna surge com o objetivo de facilitar a vida de quem procura alguma informação relevante sobre modelos de ônibus, englobando principalmente modelos de carrocerias e chassis, tanto em produção atualmente quanto já fora da linha.

As perguntas e respostas abaixo vão lhe ajudar a entender um pouco mais sobre a coluna Bus Explorer.

1) Qual a razão para a criação desta coluna?

A principal razão é a dificuldade de encontrar em um único lugar as informações básicas sobre modelos de ônibus. Quem está começando agora a apreciar ônibus e tem interesse em aprender um pouco mais sobre o assunto tende a demorar até conseguir localizar informações que o façam capaz de diferenciar modelos de carroceria e chassis. Por exemplo, quem quando começou a gostar de ônibus não achava muitos modelos parecidos, porém após certo tempo de convívio com pessoas mais experientes no assunto, viu que havia grandes diferenças entre eles?

Assim, a principal razão da criação desta coluna é a possibilidade de oferecer um maior acesso ao conhecimento de assuntos relacionados a modelos de ônibus, tanto para quem trabalha no setor e lida diariamente com os veículos, quanto para quem é apreciador ou colecionador de materiais relacionados a ônibus.

2) Qual é o público alvo da coluna?

Qualquer pessoa que tenha interesse em aprender sobre ônibus, independentemente do nível de conhecimento que já possua. Obviamente, alguns artigos postados poderão já ser conhecidos para muitos que já tem maior experiência, porém esperamos contribuir para que muitos possam aprender mais sobre ônibus por meio das postagens semanais que faremos.

Todos que se interessarem poderão participar comentando os artigos, fazendo perguntas que serão respondidas e até mesmo revisando o material, procurando possíveis incorreções.

3) Como os assuntos serão expostos?

Os assuntos serão expostos em artigos curtos, que não tomarão muito tempo do leitor. Sempre que possível, haverá imagens para ilustrar o assunto abordado.

4) Quem escreverá os artigos?

Qualquer membro do site poderá enviar artigos para sem publicados. Basta entrar em contato conosco pelo e-mail contato@onibusbrasil.com para obter maiores informações.

Até o próximo domingo!

Bus Explorer

Central de Estatísticas e integração com o YouTube no Ônibus Brasil

1, agosto, 2009

Está disponível no endereço http://onibusbrasil.com/estatisticas/ a Central de Estatísticas do Ônibus Brasil. O objetivo da central é reunir em um único lugar todos os dados referentes à utilização do site que antes eram mantidos em locais separados. Além disso, foram agregados diversos novos levantamentos estatísticos sobre o site, todos atualizados em tempo real.

Os levantamentos exibem três aspectos:

  • Galerias de fotos mantidas pelos membros;
  • Empresas de Ônibus que possuem fotografias presentes no site;
  • Localidades em que as fotografias foram realizadas.
Há um link para acessar facilmente a Central de Estatísticas a partir do menu esquerdo da página inicial do site.
Integração com o YouTube

O Ônibus Brasil está integrado com o maior site de vídeos da Internet, o YouTube (www.youtube.com). Agora é possível postar vídeos publicados no YouTube diretamente nos comentários de fotos no Ônibus Brasil. Para publicar um vídeo nos comentários, basta copiar o endereço (URL) do vídeo no YouTube e simplesmente colar no texto do comentário.

Esperamos que este novo recurso colabore ainda mais para as conversas e comentários saudáveis realizados no site. Vale lembrar que o conteúdo do vídeo deve estar de acordo com a foto que está sendo exibida na página e que a publicação de vídeos também está sujeita aos termos de uso de todo o site.

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